segunda-feira, 10 de junho de 2019

Adeus


Tantas coincidências conspiraram a nos unir;
Havia uma infinidade de possibilidades:
Acabou que foi aquela que houve a que aconteceu.
Inimaginável, incrível... Impossível. Já foi.
Seu coração pertence a outro, mas naquele momento...
Agora não existirão mais momentos como aquele.

Tentei não perder a razão nos imaginando juntos;
Hora ou outra, todavia, aconteceria de...
A nossa história foi curtíssima, no entanto intensa.
Inevitável era a separação precoce de...
Sem paciência, a vida decidiu nos apartar;
Acabou a nossa singularidade surreal.

Adorei cada segundo, adoidei-me em seu mundo lindo.
Dentre todos os erros da vida esse foi o único acerto.
Ei, ei! Não precisa voltar a mim! Siga adiante, meu bem...
Ultimamente penso só, em nosso momento especial.
Só espero que leia isto aqui, sem chorar no final...

sábado, 20 de abril de 2019

Infindável


Inevitável...
Olhos desnudam-lhe em todos os cantos;
Os julgamentos sob quaisquer ângulos
Coagem-lhe a engolir a si mesmo,
Plantam no imo ansiedade sem fim.

Impossível...
Clausura claustrofóbica do céu
Aberto expondo ao mundo o que é seu;
Coragem para seguir de ré em
Frente – Enfrente a si mesmo pra sempre.

Inviável...
Permanecer só, manter-se distante,
Agrava o estado do ser isolado –
Convergem as dores de todo lado,
Tornam eterno o mais reles instante.


Invencível...
Resistir é inútil, você não
Superará a horrível solidão.
Covarde por simplesmente existir,
Culpado por nada poder fazer

Para findar esta dor desgraçada.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Noites insones (insanas)


Naquele instante o mundo era diferente,
Branco e preto ainda, mas mais distorcido.
As palavras que lhe atormentavam a mente
Saíram como um disparo impetuoso.

Gatilho sensível, bastou um segundo;
O fim percorreu o cano corroído,
Fez de vítima aquele amigo inocente,
A bala perdida com destinatário.

Na calada da noite voltam os demônios,
Com alguns demônios novos. Torturam
O ser perturbado que findou aquilo.

Solitário, sabe o que fez, não sabe
O que faz, tampouco o que deve ser feito.
No mesmo lugar ele se martiriza.

Segundos escoam vagarosamente;
É injusto tudo mudar de repente?

Sua existência difusa lhe sabota.
Só lhe resta aceitar a pesada sina...

De ficar sozinho a contemplar a Lua...