quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Ditadura dura



Os nossos bons heróis Bento, Macho e Fundido
Deparam-se com o terrível mal maligno:
As Lamelas Argilosas Umedecidas
E as suas ardilosas habilidades!

Com uma bela pancada, Bento colapsa!
Macho diz: vou lhe fazer umas cavidades!
Lá ele vai imponente contra a ameaça,
E realiza nela as devidas cavidades.



Porém – poder Coesão –, retornam ao normal
E as Umedecidas lhe retiram a boa vida!
Com o desmanche da coalizão, Fundido
Está fudido e morre. Triunfo do mal.

Após esta peça, o mundo está perdido!
Lamelas, modelo mundial! Mas que injusto...

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Coração de poeta III



Agora estou sem criatividade mesmo,
E eu já falei isso no primeiro soneto
Do “coração de poeta”, que, como meta,
Quero escrever um por dia, quando der na telha.

Na verdade esse é o segundo de hoje
E que se foda a métrica!
Mas eu amo a métrica e brincar
Com as palavras pateta... Patetas (?)

Vou enfiar um haicai aqui no meio:
Abacate e banana,
Faço salada bacana.
Ponho chocolate.

“Coração de pateta”, que engraçado.
Eu dei risada.
Sozinho.
(Na verdade tinha gente por perto).

(E eu nem ri, nem por dentro).

(A vírgula eu coloquei depois, dentro do ônibus).

Coração de poeta II



De volta eu estou aqui,
Agora um soneto de Shakespeare.
Já comecei o poema decidido
Quanto a sua forma, estrutura.

É bem clichê esse tipo de coisa:
Escrever versos livres, narrativos,
Aleatórios e sem propósitos. Forma pura.
Estou quase no terminal.

Já sei, vou escrever sem sentimentos:
Objetos, pedra dura, carbetos, milharal.
Aliás, vou fazer bem feio:
Tripas, sangue, sofrimento, desespero.

Insanidade lúcida ou lucidez insana?
Vou escrever sem sentimentos: Vazio.